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a partir de 1 de janeiro de 2021, os residentes do Reino Unido (exceto Irlanda do Norte) são elegíveis para compras TAX FREE no seu país. Saiba mais

Webinar Global Blue - “Brexit - uma oportunidade para o Turismo de Compras em Portugal”


Diáspora e ingleses residentes em Portugal são os novos shoppers a ter em conta para o Tax Free

No primeiro quadrimestre de 2021, 50% das compras dos residentes no Reino Unido foram feitas por não britânicos. E coube aos portugueses o quarto lugar entre as nacionalidades que mais compras fizeram fora do Reino Unido, sendo elegíveis para o Tax Free e viajando com frequência, percebem a oportunidade de fazer compras no território nacional”, revelou Renato Leite, Managing Director da Global Blue, durante o Webinar subordinado ao tema “Brexit - oportunidade para o Turismo de Compras em Portugal”, que contou com a presença de Cláudia Miguel, Diretora do Turismo de Portugal - Reino Unido, e Tiago Oom, Diretor da Rede Unicre.
 
Para tirar partido da oportunidade criada pelo Brexit, “são três os perfis de clientes a ter em conta na estratégia do retalho”, segundo afirma o responsável Global Blue em Portugal. “Em primeiro lugar temos o residente no Reino Unido, de origem europeia, com poder de compra médio-alto, depois a comunidade portuguesa, naturalmente um cliente mais sensível ao preço, que procura artigos de conveniência ao preço mais baixo e em períodos com viagens mais acessíveis, e o terceiro perfil, o turista fashionista, que quer marcas de um determinado posicionamento, o city break e turismo de sol e praia”.
 
Renato Leite aponta 5 razões para o Brexit ser uma oportunidade para o turismo de compras em Portugal, tendo naturalmente “a elegibilidade para o Tax Free como ponto de partida”. Em segundo lugar o facto de o “mercado demonstrar, claramente, uma propensão para retomar as viagens”, sendo exemplificativo quando, “há umas semanas atrás, desde o dia que em que foi anunciada a possibilidade de os ingleses viajarem sem restrições se ter registado um crescimento de 500% a 600% nas marcações”. O Managing Director da Global Blue refere ainda que “é uma das nacionalidades que terá uma maior rapidez na retoma das viagens, tendo em conta que as previsões apontam para que demorem um pouco mais as viagens de longo curso, logo temos aqui uma oportunidade no curto prazo”. Mais uma vez reforça a importância de uma “comunidade portuguesa de mais de 234 mil pessoas no Reino Unido”, mas também relembra o “potencial estimado de gasto em Tax Free, 1,1 mil milhões de euros na Europa” e salienta a “alteração da preferência de destino de compras de clientes internacionais após o fim do Tax Free no Reino Unido porque os mercados asiático e norte-americano deixam de beneficiar no Reino Unido e irão olhar para outros destinos para fazer as suas compras”.
 
Entre as categorias que conquistam a grande preferência no turista de compras britânico estão “Moda e Acessórios”, seguida da “Relojoaria/ Joalharia” e a Ótica.
 
Já Claudia Miguel, Diretora do Turismo de Portugal no Reino Unido, fala da dificuldade que é viajar para os ingleses hoje em dia.  “Viajar ficou mais caro. Uma família de quatro pessoas vê retiradas cerca de 600 libras do orçamento para fazer testes, uma parte que podia ser canalizada para outras coisas.”
 
“As pessoas vão viajar menos, para mais perto, e, por isso, a Europa tem uma tendência mais positiva do que outros mercados mais longínquos, podendo as estadias ser mais longas porque havendo mais despesas em testes, ficam mais tempo e podem visitar mais regiões.”
 
“Temos de olhar para o Turismo de Compras como uma complementaridade ao volume que o Reino Unido pode, e esperemos continue, representar para o país, pese embora uma diversificação de mercados muito importante, porque, se há uns anos os mercados tradicionais representavam mais de 60% de todos os mercados emissores para Portugal, hoje representam 47% a 48%.”
 
“Numa primeira aceção é de relembrar ao turista britânico de que o Tax Free existe e que já não o tem no respetivo país, será uma consciencialização cada vez maior à medida que as pessoas começarem a ter uma cadência maior de viagens”, afirma a Diretora do Turismo de Portugal, responsável pelo mercado do Reino Unido. Lembra ainda “o poder da comunidade britânica em Portugal que inclusive fez circular uma petição para ajudar a retirar Portugal da red list, uma pressão boca-a-boca, e tem o grande poder de lembrar aos amigos para fazer compras aqui que é mais barato.”
 
PAGAR NA MOEDA ORIGINAL É MAIS-VALIA APRECIADA PELO CLIENTE INGLÊS
 
Tiago Oom, Diretor da rede Unicre, sublinha que “apesar da quebra radical de faturação, de 97%, a quota inglesa manteve-se muito elevada, subiu 84%, sendo feita por cartões ou meios de pagamento de ingleses, que não serão apenas turistas”. E dado que “quando se deu a abertura das fronteiras, houve um disparo muito grande da faturação, de 80%, por isso acredito que mal possa abrir, voltará aos níveis normais”.
 
“Temos de fornecer a omnicalidade e o card not pressed e descascar isto, para que a comerciante perceba que não são monstros e que facilmente se consegue interagir com o cliente”, explica. “O turismo de compras tem de ser facilidade e o Tax Free é muito importante, mas também o DCC em que é possível comprar o que o que quero, ver o câmbio no imediato, ou seja, facilitação e descomplicação, fazer tudo como o smartphone, sem vergonha de pagar até um café”, insiste, concluindo que “a nós cabe-nos facilitar de forma que o turista britânico possa chegar e pagar sem ter nenhum fenómeno em mente, inclusive o Brexit”.

 
Pode rever o webinar aqui Brexit: Oportunidade para o Turismo de Compras | Facebook
 
Data: 16 de Junho de 2021